OXIGÊNIO (O2) – A Logística que salva vidas


A trágica situação vivida nos últimos dias com a falta de oxigênio nos hospitais do estado do Amazonas reforça a importância da Logística. Não apenas para o bom funcionamento daquelas instituições hospitalares, mas, principalmente, para os pacientes que delas se utilizam. Resumindo: uma logística planejada, segura e aplicada a tempo salva vidas.


Por isso, o post de hoje do blog TRECHO traz algumas informações sobre o transporte e o manuseio de um dos gases industriais mais requisitados nesta pandemia: o oxigênio. Ele possui aplicação nas áreas hospitalar, alimentícia, têxtil e de combustíveis, porém, é considerado um produto perigoso, portanto, passível de cuidados especiais nos processos de armazenagem e transferência, respeitando as normas segundo sua especificidade.


ARMAZENAGEM

Após ser produzido em usinas apropriadas para a geração desse tipo de gás, o oxigênio é envasado em cilindros ou, por meio de um processo de criogenia, em caminhões-tanque (gasodutos). Os cilindros são armazenados em paletes e, na forma líquida, o oxigênio é armazenado em reservatórios apropriados.



Os cilindros para gases, sejam eles industriais ou medicinais, devem ser armazenados em lugares apropriados, devendo ser arejados, porém, cobertos; separados do ambiente externo e longe de combustíveis e fontes de calor; dotados de parede ‘corta-fogo’, extintores de incêndio e correntes de fixação. Recomenda-se ainda separar os cilindros cheios dos vazios e evitar danos físicos aos mesmos.


Importante também lembrar a necessidade da análise de risco, feita pela transportadora desse tipo de produto. No caso de um caminhão-tanque precisar transportar outro gás, na forma líquida, por exemplo, devem ser realizadas a lavagem e a purga do veículo até que sejam atendidas as especificações geradas pela análise de risco.



TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO

Para a entrega ao mercado consumidor, os cilindros de oxigênio são transportados em veículos adequados, com sistema paletizado e plataforma móvel eletropneumática, sempre na posição vertical. Isso possibilita a entrega e/ou retirada nos clientes sem danificar os cilindros, as calçadas e os pisos, com mais praticidade, segurança e rapidez.



SEGURANÇA NO EM BARQUE

> O condutor do veículo deve conhecer os potenciais perigos da carga, bem como as medidas de segurança ou emergência no caso de acidentes.

> No embarque dos cilindros, o condutor deve verificar se eles estão bem fixados antes de transportá-los.

> Os cilindros devem ser transportados sempre na posição vertical; jamais na horizontal, mesmo que vazios.

> A válvula dos cilindros deve ser verificada para garantir que esteja fechada e que não há vazamentos.

> A ventilação também deve ser checada.

> A lei em vigor para este tipo de transporte deve ser rigorosamente cumprida.


SEGURANÇA NA CONDUÇÃO

> O motorista do caminhão deve estar habilitado a dirigi-lo e, ainda, ter o curso MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos).

> O motorista deve ter consigo o envelope de transporte, contendo as notas fiscais do produto transportado e sua ficha de emergência.

> Kit de emergência para transporte de gases, formado por cones de sinalização, placas autoportantes de ‘Perigo Afaste-se!’, pelo menos 100 metros de fita zebrada e suportes de sustentação, calços de madeira, 1 jogo de ferramentas, lanterna grande e equipamentos de proteção individual (EPI).

> Sinalizações refletivas no para-choques e na carroceria do caminhão, além de rótulos de risco.

> Itens de segurança do próprio veículo.


Fonte de pesquisa: 680-Texto do artigo-2220-1-10-20190613.pdf

Fotos: Freepik

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